A Decisão!

"Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade", Walt Disney
Mostrar mensagens com a etiqueta Pensamentos de outros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pensamentos de outros. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"Significa dizer adeus..."

Steve Jobs 1955-2011

Um discurso fantástico de um génio dos nossos dias...


Recordamos hoje este génio, inspirado e fonte de inspiração para os outros à sua volta, com um discurso fenomenal que fez em 2005 na Universidade de Stanford. Se ainda não viste, vê. Se já viste, vê de novo. Serão provavelmente os 14 minutos melhor gastos do teu dia.

Vejam.... vale mesmo a pena...





:(

sábado, 16 de julho de 2011

O efeito dominó da vida....

A vida por vezes faz-nos pensar nas consequências das nossas atitudes…

mas.. e contra mim falo…
só tenho o hábito de pensar nas minhas atitudes com o efeito dominó … quando de assuntos sérios se trata….

Pensar no famoso efeito dominó da vida antes de qualquer atitude é algo que sempre tentei ou pelo menos… nos últimos anos faço um esforço de tentar fazer e ter em mente para evitar … demasiadas peças de dominó caídas na minha própria vida…

Como a wikipédia descreve…
O efeito dominó, efeito em cascata ou efeito em cadeia sugere a ideia de um efeito ser a causa de outro efeito gerando uma série de acontecimentos semelhantes de média, longa ou infinita duração.

Um círculo vicioso consiste na repetição sistemática de uma série de acontecimentos que dão origem a outra sequência semelhante, gerando um efeito dominó sem fim.

Agora…
No decorrer de determinadas conversas… e em certas situações perco-me… esqueço-me completamente das pecinhas encadeadas umas nas outras … e quando dou por mim… o que encadeia não são as consequências mas são os factos … uns atrás dos outros… e a derrubarem-se e a tentarem ocupar espaço entre a anarquia da confusão….

Ponderação e paciência seriam as palavras a ter em mente sempre…
Mas como tudo na vida… somos humanos… eu pelo menos orgulho-me de ser humana… com as emoções à flor da pele… e com as reacções ainda mais afloradas…. uns dias demasiado fria e racional... em outros momentos estupidamente emotiva e irracional... e sem me lembrar do encadeamento do dominó ...

Por vezes gostava de ouvir… respirar… sentir.. calarpensar no dominó … tirar a pecinha do meio e avaliar se o resto fica em pé ou cai….

Por vezes gostava mesmo de não dar azo a suposições ou pensamentos cruzados…
Não dar azo a eventualidades ou a virtualidades….
Por vezes gostava mesmo de desligar o meu cérebro ... que embirra em continuar ligado mesmo quando a bateria já deu o ultimo apito... 

Ou seja...
Paciência e ponderação é algo que não existe de facto em algumas situações....
Com a agravante do cansaço ... com a agravante do tudo se quer... com a agravante de ... facilmente nos esquecemos do que foi dito... facilmente as palavras são esquecidas... mesmo que palavra depois de dita seja uma das 4 coisas de não se pode recuperar...

4 coisas que não podes recuperar:  * a Palavra, depois de dita * um Momento, depois de passado * a Pedra, depois de atirada * o Tempo, depois de perdido

Bastava antes de falar .... tanto eu ... como o mundo em geral... apenas pensar nas consequências... nos dominós da vida... nas pecinhas caídas ... nas palavras perdidas ao vento... nas memórias dos momentos ...

Bastava ao ser humano deixar-se de egoísmo de ser único na vida e único no mundo e pensar um segundo... um breve segundo da sua mísera existência sobre tudo o que o rodeia e pensar apenas nas palavras que iria dizer... e quais os impactos que iriam ter em quem as ia ouvir...

Também muita vez se ouve ... não é o que se diz... é a forma como se diz... hã hã... pois claro... a forma... o tom.. a velocidade... e sim... o raio do conteúdo também é importante!

Enfim….

Como o Voltaire bem dizia… “As paixões são os ventos que enfunam as velas dos barcos, elas fazem-nos naufragar, por vezes, mas sem elas, eles não poderiam singrar.”

Em contagem decrescente para as férias de verão...
Ainda em contagem muito inicial....

::(

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O presente não se detém ...

Estou cansada...
Tive uma semana a acordar de madrugada quase todos os dias .... madrugada mesmo ... e passar os dias a correr entre reuniões e sei lá o quê .... hotéis ... aeroportos... nuvens e cinzas de vulcões ...

mas ... falta-me o tempo para aqui vir e ... escrever como eu gosto ...
só me resta ... aproveitar os efémeros momentos entre o sofá ...

Hoje a passear na net encontrei um texto que não resisto em partilhar ... é um texto que apenas o li pela primeira vez hoje mas... aquela frase .... aquele parágrafo final ... sim ... diz tudo...

O presente parece que é uma brincadeira de crianças... o oscilar no limbo do passado e do futuro... o pender da balança de ambos os pratos ... uma vez mais para um lado ... outras vezes mais pesado para outro ... e por vezes é mesmo assim que me sinto... algures no meio de algo ... o pender de uma balança ...

Deixo-vos... com o O Presente não Existe, texto de Jorge Luís Borges, in 'Ensaio: O Tempo'

Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo - o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente?

O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo.

Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos.

Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência. Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo...!», como dizia Goethe.

O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo.

Jorge Luís Borges, in 'Ensaio: O Tempo'

O som... 
É escolha pessoal.... e porque este som me faz retroceder para um passado ... mas lembro-me que nesse passado eu já sonhava com um futuro diferente....

Lembro-me de ouvir este som pela primeira vez e de sentir o timbre musical... e de sonhar ... de deixar os meus sonhos flutuarem e fugirem da minha mente ....

Lembro-me de sempre que precisava de sonhar .... de quando precisava de me lembrar de um futuro ainda inexistente .... de quando precisava de me esquecer de um passado que insistia em ser recorrente ... colocar este CD no carro e em particular a música 1 e me deixar levar.... de fugir para um mundo paralelo ...

Ainda hoje não sei exactamente para onde ia mas ... era sempre um local longínquo ... inacessível ... algures no Planeta Terra ....

Agora vou deitar-me no sofá e vou deixar-me levar em pensamentos ... sonhos e talvez futuros... e quem sabe.... passados e presentes....


Bom fim semana!

E vou aproveitar para tentar descansar ... e dormir ... muito!!!!!!!


:)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

(...) bons amigos são a família que nos permitiram escolher ( ... )

Hoje faço 35 anos e ainda não consegui aprender tudo...



Um dia você aprende…
por William Shakespeare

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos  e presentes não são promessas E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno amanhã é incerto demais para os
planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. 

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoa-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram
escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus actos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você
do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são parvoíces, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. 

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender
a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. 

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar. 


William Shakespeare


Hoje faço 35 anos e ainda não consegui aprender tudo...
Diria que ... ainda falta aprender imensa coisa... algumas coisas sim... já aprendi... umas à custa da vida... outras com o apoio e amizade da família que eu escolhi....

mas... lendo o texto em cima sinto-me muito orgulhosa...
não pelos 35 anos mas ... por tudo o que eu já consegui "crescer" em mim mesma.... sei e tenho a certeza que aos 25 anos não me sentia assim e ... se tivesse lido este texto aos 25 anos nem teria compreendido o verdadeiro significado das palavras nas entrelinhas...

Hoje aos 35 anos sim... ainda não aprendi tudo mas... já vou a meio da viagem....
Um dia... espero aprender tudo... Até lá ... Parabéns a mim!

:)

quinta-feira, 24 de março de 2011

E porque hoje é dia de filosofia ....

Pois...
vida é feita com base nos "ses" mas .... "sem os ses" parece que nos falta algo...

E porque.... não é suposto basearmos a nossa vida e as nossa decisões nos "ses" da vida... aqui fica um pensamento de alguém aparentemente importante ....

"Duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana. Mas a respeito do universo ainda tenho dúvidas"

Einstein... claro....

Mas ... alguém que ainda acreditava um bocadinho nas pessoas e na vida... disse... algo um bocadinho mais carinhoso à alma....

"Aqui no entanto nós não olhamos para trás por muito tempo, Nós continuamos seguindo em frente, abrindo novas portas e fazendo coisas novas ... Porque somos curiosos... e a curiosidade continua nos conduzindo por novos caminhos. Siga em frente."


Walt Disney ... o eterno sonhador... como ele diz... "recordem... tudo começou com um rato...."

Benditas mentes pensadoras...!

mas pelo menos... a minha mente pensadora sabe que... amanhã já é sexta-feira!


Maldita semana que teima em não chegar ao fim....

quinta-feira, 3 de março de 2011

E porque... na vida estamos sempre a aprender...

Hoje fica um texto não da minha autoria mas sim de ... um senhor muito sábio... William Shakespeare

Aprendi...

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.

Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convence-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi...Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente. Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convence-la disso.

Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;

Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”





Confesso que gostava um dia de conseguir escrever um texto com tudo o que eu aprendi na vida... mas... não consigo ainda ter o discernimento de dar valor a tanta coisa que.... o senhor aqui de cima deu e escreveu....


Confesso que tenho pena... tenho pena de ainda não ter a capacidade nem a maturidade de dar valor...


Um dia quem sabe... darei valor....

Bom Carnaval a todos!

:)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Desafio... "Acrescenta-me um ponto!"

Ora bem...
Este desafio foi-me lançado pela Algodão Doce e ... vou tentar cumprir as expectativas...

Esta rubrica surge da necessidade de renovação e intensificação do espírito de unidade e imaginação da blogosfera e pretende que cada um dos bloguistas seleccionados seja autor de um parágrafo de um texto realizado em conjunto por vinte bloguistas.

Assim, passamos a enunciar as seguintes regras:

Regras da Rubrica "Acrescenta-me um ponto!":

1 - O texto, constituído por vinte parágrafos, terá início no blogue "O Sabor da Palavra", segundo o seu autor Gonçalo Cardoso.

2 - Cada bloguista terá direito a um parágrafo de texto com o máximo de cinco linhas.

3 - Após a realização do parágrafo respectivo, cada bloguista terá que seleccionar outro que cumpra a continuidade do texto segundo as regras mencionadas.

4 - Cada bloguista terá o limite máximo de três dias para realização do parágrafo, estando sujeito a desclassificação da rubrica e selecção de novo bloguista por parte do seu autor.

5 - Cada bloguista assinará o seu nome e respectivo blogue na lista dos participantes.

6 - O último participante ou autor do vigésimo parágrafo, finalizará o texto e partilhará com o autor do blogue "O Sabor da Palavra" para a sua divulgação no blogue inicial.

7 - Sejam criativos.

E tudo começa assim…

"Ao fundo ouvia-se o barulho dos pescadores na lota de Aveiro. Mais perto a maresia de Agosto percorria o nosso rosto e o teu sorriso revelava o reflexo da luz solar sobre o mar. A areia fina e molhada envolvia os nossos pés e, de frente um para o outro, estendias-me a mão salgada e preparavas-te para a mais doce revelação..."

"Pensava, enquanto o Sol se punha diante dos nossos olhos... Quão bela é a profundidade de um sonho?! Tiveste medo. Não te revelaste. Mais uma vez, o tempo esvaía-se nas pegadas que se apagam. Tal sangue, tal sofrimento. Larguei-te a mão e prometi a mim mesma que nunca mais ficaria à espera. Chamaste por mim...."

"É sempre complicado quando a vida já é muita e as histórias pesam em vez de preencher... Mas o teu olhar preenchia-me como os fados cantados em noites sobrenaturais e eternas, e a tua boca queria falar, queria dizer, queria murmurar... Diz, pedi eu, diz... "

"Olhas-me nos olhos e acaricias-me as covinhas. Invade-me uma sensação de calor. Pousas os teus lábios nos meus sem dizer nada. A doçura faz-me esquecer, por um instante, as resoluções. O meu coração dispara, desata aos pulos em silêncio. Levas a mão ao bolso e retiras uma pequena caixa.

- Não posso aceitar um presente teu - digo-te baixinho. - Lamento muito. Não tornes as coisas ainda mais complicadas. "

"Ele segura-lhe na mão e eleva-a para junto da sua de modo a tocar na caixinha que ele trouxe para lhe oferecer. Nisto ela fica apreensiva, olhando para a sua mão e retomando o olhar para ele uma vez mais, mas desta com uma expressão de dúvida e angústia. Ele já conhecia bem esta expressão e retomava-lhe um olhar de confiança e de uma ternura irresistível, à qual ela não poderia recusar... "

"No entanto olhando bem fundo dos seus olhos ela recusou ao mesmo tempo que delicadamente pousava um beijo na sua face. Saiu dali a correr, as lágrimas correndo livremente pelo seu rosto. E ele ali ficou sentado, segurando a caixinha nas mãos. Olhou o mar mais apelativo do que nunca e pensou "E porque não?" ao mesmo tempo que se levantava em direcção às ondas que o convidavam a entrar."

"A fuga é sempre mais fácil. O sonho por realizar. O "se" que nos marca e tanto nos impede, como nos impele a agir. E se desta vez abrisse a caixa de Pandora? E se lá dentro estiver a felicidade? A luz momentânea do Sol ou o correr entre a areia e a vagas do mar?

Abdico das lágrimas. Respiro fundo... "

"Abraço o mar com a força de quem ama profundamente e finto-lhe as ondas na tentativa de encontrar uma resposta ao que me queima por dentro. A tal pergunta que dói e que sei ser mais dirigida a mim mesmo do que a ela. E Agora? pensei. Saí da água com o sal a queimar-me o corpo e abanei a cabeça como para afugentar pensamentos desagradáveis. Atrás escuto uma voz doce e rouca... "

"Ainda tentando recuperar das tormentas, que por longos minutos me povoaram a mente debaixo da água cristalina, viro-me lentamente para responder ao chamado da voz doce e rouca nas minhas costas. O sol ofusca-me, mas lá estavas tu de rosto iluminado. Afinal, as tuas lágrimas perderam-se no caminho das dúvidas e abriram um sorriso sem hesitação, na tentativa de resgate de uma última oportunidade:

- Diz!… - e mais uma vez proferiste a palavra num murmúrio, quase suplicante."

“Sorri! Aproximei-me junto do teu medo e poisei a caixa na palma da tua mão. O bater do teu peito, roubava-me o respirar que esperava por algo mais que o ar. Preso nas palavras e num tom trémulo de esperança, disse: - Ainda não vi! Queria ver contigo.

Indecisa entre a vontade de um sim, assombrado pela recente perda, e a vontade de um não, apavorado pela impotência de ser possível, revelaste um “abre” embebido em lágrimas.

O vento, que soprava entre as ondas dos teus cabelos, sussurrava-me os infindáveis cenários.

- Positivo! – Exclamei ao ver o resultado.”

"Senti o que deve sentir alguém quando vê uma coisa assim: o céu caiu-me em cima da cabeça e o coração palpitou junto à boca. Os meus olhos olharam para os teus, à procura de uma reacção - uma que fosse- que me desse uma pista sobre o que sentes também. Vi um mundo novo no teu olhar, uma esperança, um alento. E depois olhei em redor e a praia inteira devolveu a minha inquietação. Lá longe ouviam-se os barulhos na lota e os motores dos barcos a passar. O farol observava-nos, altivo e sobranceiro, como sempre..."

“Fechei os olhos. Senti de novo os medos a enrolarem-me a alma, a fragilidade de algo tão desejado colou-se na pele, as pernas fraquejaram.

E agora? Pensei. E agora? Sinto-me tão pequena e tão cheia deste receio, desta incerteza que me consome, deste medo de um futuro tão desejado quanto temido por tudo o que já havíamos passado.

Abri os olhos e fixei-te. O teu olhar abraçou-me e a tua mão procurou a minha suavemente.

Olha para o mar - diz-me em tom suave e rouco -, lembra-te que o barquinho da Esperança consegue navegar mesmo em águas tumultuosas… desta vez vamos conseguir.”

“Entre o aconchego do abraço e o conforto do corpo junto ao dela, lágrimas rolavam-lhe pela face. A revelação na caixa. A felicidade tantas vezes adiada, estava agora nas suas mãos. Sentiu um nó na garganta. “Não posso voltar atrás”, pensou, “lutei e sofri muito para o conseguir. Há muita gente envolvida. Muita confiança depositada em mim”. Sentiu-se sufocar pela angústia, o coração apertado. Sentiu náuseas. Olhou-o nos olhos e diz-lhe com a voz embargada “Aceitei o lugar na AMI, parto na próxima semana para o Sri Lanka…”


" Parto... e parto sozinha. Afinal a Tua companhia era imaginação minha. Nunca entendeste a verdadeira razão e muito menos a cor do mar onde mergulhavas confiante... o (a)mar não é teu. Nunca foi. Precisamente por isso, não soubeste que o (a)mar te retribuía a vida que querias ter. Tudo te pareceu sempre certo, afinal o mar só tem marés cheias e vazas, não te lembrou que entre umas marés e outras Ele sempre existiu... Lamento vou (a)mar quem precisa. Vou ser amada. Tenho o coração cheio de espuma... espuma essa que nunca viste... e era Tua..."

"Parto... mas nunca sozinha... Parto sempre com a imaginação daquele momento junto ao farol.... Parto sempre com a imaginação da tua recusa em quereres aceitar aquela verdade diferente daquilo que sempre imaginaste para ti... dizem que nunca se pode perder o que nunca foi nosso... sim... dizem mas... eu sei o que foi meu e sei... e sinto que foste meu sim.... os olhos nunca mentem mesmo quando os lábios falam algo oposto... 
Parto sozinha sim mas... acompanhada com a sensação de já foste meu uma vez... e quem o foi uma vez... poderá sempre ser mais vezes.... também dizem ... "


E a história continua...

Lista de Participantes:


1 - Gonçalo Cardoso (O Sabor da Palavra)

2 - Eli (E o amor acontece?) Dantes "Isso Agora... :)" ou "Eu Sou Nómada"!...

3 - Ana (Construir... Sorrindo)

4 - Myosotis (Myosotis)

5 - Fatinha (Para lá das lentes)

6 - Poetic Girl (Just Me)

7 - izzie (Unleash your thoughts...) [Peço desculpa pela demora. Rosnem à chefe...]

8 - Susana (Ondas e Devaneios)

9 –Sus (Suspiros da Alma)

10 – Jorge (Santo&Pecador)

11 – Star (Pocket full of stars)

12 – Blueangel (Blueangel)

13 – chrysaliis (Chrysaliis)

14 – Apenas Eu (Algodão Doce)

15 – Pequenas Decisões (Eu Mesma)

16 –

17 –

18 –

19 –

20 –

E a história continua... no blogue da http://fadadosbosques.blogspot.com/2011/02/o-banho.html Fada ! 

:)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Só podem estar a brincar..... :(

Pois...
Os astros odeiam mesmo a minha pessoa.... é facto assumido...  depois do ano de 2010 ter sido até à data o que foi...

não esquecer o detalhe natalício .... do dia 24 de Dezembro às 23h30 estar eu a "ver" alguém a mudar um pneu furado do belo do meu popó..... 
 sim.... não troquei o pneu confesso... foi mesmo o belo do pendura que simpaticamente me trocou o pneu com uns míseros 6,5 graus de temperatura exterior ....

entretanto a Ni simpaticamente resolveu publicar do lado dela a previsão astrológica para o próximo ano para o meu signo... Touro está claro....

Meus amigos planetas e estrelinhas.... depois do ano de 2010 que eu tive ... a primeira frase da previsão astrológica é ... O 1º semestre será fértil em renovações, em tentativas de mudança, inovação e reformas...

e depois ainda continua...
... Há necessidade de ajustes em métodos de trabalho, no cuidado com a saúde e discriminação na relação com parceiros de negócio. É o ano para perceber que a sua prosperidade depende em 1º lugar de si mesmo, do seu nível de compromisso com os seus objectivos, da sua capacidade de trabalho e de adaptação aos desafios da vida. Manifesta tendência de crescimento, vontade de aumentar rendimentos, novas metas profissionais, maior abertura ao mundo e a novas ideias e maior vontade de arriscar...

Brincadeirinha não?

Acho que vou copiar este texto na íntegra e enviar para o meu Director como suporte à minha avaliação de desempenho... é que assim de repente.... parece-me tão adequado à minha vidinha...

Não .. agora a sério..... 
Eu devo ter feito mal a alguém noutra vida... devo devo...

Alma aparecida.... desce lá a terra de uma vez por todas e resolve esse problema inacabado comigo... é que assim... não vamos longe!


Anda uma pessoa diariamente a tentar sobreviver a uma rotina complicada...
Anda-se diariamente a tentar chegar a todo o lado... e sim... descobre-se da pior forma que não se chega a lado nenhum nem a nós próprios...


Tenta-se ver uma luzinha ao fundo do tunel... agarrar a qualquer coisinha... qualquer coisa que nos indique que 2011 será um ano fantástico... um ano maravilhoso... um ano inesquecível... um ano tcham....


pois...
e depois... sim eu sei.... as previsões valem o que valem mas... até as previsões estão mais negativas... caramba ... 

Lembro-me há uns anos atrás as previsões serem mais positivas ... muito mais interessantes por sinal... 

vai encontrar a sua alma gémea... vai ser um ano de revelações e mudanças fantásticas (sempre positivas).... vai ser um ano de melhoria da sua vida pessoal.... tudo sempre virado para o alto astral e para um sorriso ao final do primeiro parágrafo...


sabia bem ler as previsões... até podíamos não sair da cepa torta mas pelo menos andávamos 12 meses completamente enganadinhos...


Agora... entrar com o pé direito já com vontadinha de sair...
Ai a minha vida!

É que já nem os astros alinham... 

Balanços ...?
É que já nem os faço....

Com estas previsões valerá a pena fazer balanços e retrospectivas?
Eu diria mais que vou avançar é com uma análise de tendências e probabilidades... e isto com uma média a 5 anos é capaz de me começar a dar alguns resultados interessantes....


É que se eu começar a andar para trás no tempo....
Ui ui...


:)




sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tudo começou com um ratinho....

Ando ausente mas...
não é por falta de imaginação mas sim... por falta mesmo de tempo...
Prometo que regresso nos próximos dias...

Até lá... deixo-vos com este senhor!





“Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo... Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade...“

"If you can dream it, you can do it. Always remember that this whole thing was started with a dream and a mouse"

Sinceramente....
Não deixa de ser verdade....

:)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

E apenas porque... adoro!

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

E porque existem detalhes que de facto são importantes ...

Para divulgação... recomendo que façam o mesmo...
Passa pela petição on-line e assina!


Petição Banco/Bolsa de Terras Público
Para:Publico em GeralConsiderando que:?


Nos últimos tempos, a agricultura foi um dos temas dominantes da agenda política ?nacional, por ser cada vez mais importante para o desenvolvimento económico e ?Portugal;?

A crise económica, financeira e social que vivemos impõe um “regresso às origens”, ?no sentido de dar mais atenção ao que é nacional;?

A terra, como fonte de riqueza, de criação de postos de trabalho e de produção de ?produtos de qualidade “made in” Portugal com forte capacidade exportadora;?

A agricultura e a floresta são fonte quase inesgotável de recursos naturais que devem ?ser bem explorados e aproveitados para ajudar a equilibrar a nossa balança comercial ?e de pagamentos;?

É preciso travar o êxodo rural e a desertificação do interior e o abandono das terras;?


O reforço da biodiversidade e a defesa do meio ambiente passa pelo cultivo e ?tratamento de terras abandonadas, porque só assim se garante o equilíbrio ?paisagístico, o combate aos fogos florestais e o desenvolvimento harmonioso das ?regiões portuguesas;?

Há muitos proprietários que apenas arrendam as terras a quem garanta o pagamento ?das rendas e a rentabilização do imóvel;?

Há muitos jovens agricultores que procuram terras para as trabalharem, mas que não ?conseguem quem lhes arrende ou venda a valores que possam ser amortizados com os ?rendimentos das actividades agro-florestais.?

Solicita-se à Assembleia de República / Governo que seja elaborada legislação que ?permita a criação de um Banco de Terras Público, gerido pelas Direcções Regionais ?de Agricultura e Pescas (DRAP), garantindo aos proprietários o pagamento das ?rendas e a devolução dos terrenos, no fim do contrato de arrendamento, pelo ?menos no mesmo estado de uso inicial.?

O Estado assume os deveres do arrendatário perante o proprietário e, posteriormente, ?cobra do rendeiro os valores que contraiu em seu nome. ?


A Caixa Geral de Depósitos devia disponibilizar uma linha de crédito, a exemplo do ?que faz no crédito à habitação (com base nos rendimentos de trabalho do agregado familiar), para aquisição de terras ou pagamento de tornas a co-?herdeiros.?

O Banco de Terras terá por base uma plataforma informática (banco de dados digital), ?gerida pelas DRAP, onde os proprietários inscreverão as terras, bem como ficarão ?registados os interessados em explorá-las. ?

Haverá um serviço de avaliação das superfícies e potencial produtivo de cada um dos ?prédios, bem como o controlo da sua titularidade, o qual poderá ser executado pelas ?DRAP ou delegado/protocolado noutras organizações do território de cada Região ??(Associações de Agricultores, Autarquias, Empresas, etc.) ?


Esta solução permite aumentar a riqueza nacional e permite a quem goste de ?agricultura dedicar-se ao sector. Para além das vantagens económicas, o Banco de ?Terras Públicos tem, como se viu, vantagens sociais e de segurança florestal.?

Jose Martino
Os signatários

Passa pela petição on-line e assina!

terça-feira, 29 de junho de 2010

"O essencial é invisível aos olhos...."

Hoje é o 110º aniversário de Antoine de Saint-Exúpery...

Confesso que nunca poderia deixar passar este dia...
O livro "O principezinho" é daqueles livros marcantes da infância e adolescência que... por mais anos que passem... deixa uma marca de carinho e doçura ....

Existe um número infindável de frases de Saint-Exupery... de frases do Principezinho.... que não vale a pena começar aqui a escrever mas...

a que mais marca o livro... aquela frase que no mundo que hoje corre mais faz sentido...

"O essencial é invisível aos olhos...."

Actualmente todos nos prendemos com detalhes que não fazem a diferença... prendemo-nos por situações as quais não nos trazem mais valia nenhuma e contribuem em pouco para a nossa felicidade mas...

continuamos a insistir que somos donos da verdade...
e continuamos a acreditar que os nossos olhos tudo vêem... que o nosso coração tudo sente e pior que tudo... que o nosso cérebro pensa mais e mais que o dos outros...

Pelo menos no dia de hoje...

Faz sentido relembrar que nem tudo está à nossa frente...
Hoje faz sentido sentir que por vezes... nem tudo é preto no branco e que nem tudo o que rodeia faz sentido segundo a nossa própria bitola...

Ainda hoje me lembro...
O que senti quando li este livro pela primeira vez...
Adorei a capa... adorei as ilustrações e li de enfiada todas as páginas... automaticamente voltei ao inicio e re-li tudo novamente...

Lembro-me que sorri no final...
Lembro-me de sentir algo bom dentro de mim... Lembro-me de ter adorado o livro... de ter adorado a história e ... de sorrir com carinho ...

De facto podem existir momentos e pessoas marcantes mas... também existem livros marcantes... existem livos que mesmo passados 20 anos ainda nos fazem recordar um momento....

Pelo menos hoje eu quero lembrar-me que nem tudo o que eu vejo é tudo...
Pelo menos hoje eu gostava de acreditar que iria passar a lembrar-me diariamente que... "O essencial é invisível aos olhos...."

E nem posso dizer que fica a intenção porque... nem sentido faz...
Humanamente falando... apenas o que se vê é que é considerado por nós como essencial....

De qualquer forma... quem ainda não leu este livro que pense em comprar hoje... quem leu ... hoje é um dia tão bom como amanhã para reler e ...

e para quem quer mudar o mundo como eu....
Nunca mas nunca esquecer que... nem tudo o que vimos é tudo o que está à nossa frente... que nem tudo o que sentimos são as unicas sensações que existem e ... mais importante...  que não somos nem donos da razão nem... da verdade e ... nem somos mais importantes que os outros.

Mesmo que...
Os nossos problemas sejam sempre, mas sempre, mais graves que todos os outros!

Fiquem Bem!

segunda-feira, 22 de março de 2010

O partir as pedras da calçada...

Toda e qualquer mulher portuguesa... nomeadamente Lisboeta... já pelo menos uma vez na vida deverá ter rogado pragas e espetado alfinetes num belo de um bonequinho vodoo quando pensa no belo do senhor iluminado e fantástico inventor do conceito de Calçada Portuguesa!

Confesso que quando se pesquisa na net quem terá sido este belo senhor.... pois que quase todas as entradas são de meninas fantásticamente adoradas e maravilhadas pelo conceito proveniente do Brasil no belo do século XIX.

Mas adiante...
O conceito da calçada na minha mente é quase semelhante ao conceito de uma pedra no sapato... só dá vontade de tirar o sapato e atirar a pedrinha para longe...

Mas não...
desta vez o meu belo saltinho não teve nenhum encontro imediato com a calçada... mas já que vou falar de pedras e pedrinhas... considerei a calçada portuguesa como algo que deveria ser imensamente e devidamente referida!

Pedras no sapato... quem as nunca teve?
Pedras na vida....já dizia o nosso belo amigo Fernando Pessoa... "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Mas...
mais crítico que a bela da calçada portuguesa... que a pedra grande no meio do caminho.... mais crítico que a pedra no sapato ou as pedras na vida é ... o quando nós próprios tentamos partir a nossa própria calçada....

Sim porque...

Nós acreditamos que somos engenheiros na nossa própria vida e que... todas as nossas calçadas construidas com tanto amor, carinho e dedicação são perfeitas e não fazem mossa a nada nem ninguém mas... de repente... um dia... temos a percepção de que não... que a nossa calçada é tudo menos perfeita.... sentimos que na nossa calçada apenas nós próprios temos a capacidade de não cair ou não ficarmos presos... e ... do nada vimos uma imagem tipo flash de alguém a ficar com o pézinho preso num buraquinho no meio da calçada perfeita e imaculada...

Do nada vimos alguém a tenta saltitar no meio da perfeição das pedrinhas... ou pior... a tentar passar para o outro lado da rua... sem cair....

Qual é o primeiro impulso?
Agarrar na pedra maior que encontramos e destruir toda a perfeição criada... obviamente não é... destruição primeiro e ... pensamento racional depois!

E olhamos para trás....
E respiramos fundo ...
E pensamos...

Porquê? Mas porquê que em vez de redesenhar toda uma calçada que apenas existe para irritar quem passa ... eu embirro em destruir tudo?

Resposta mais simples de uma autêntica destruidora nata de calçadas...

Porque é a coisinha mais rápida, eficaz e indolor de se fazer ... certo?


Calçadas portuguesas... 
De facto... quando se vê pela primeira vez... ao primeiro olhar ... são bonitas... os desenhos são interessantes... e muitas vezes os próprios dizeres fazem sentido... quando analisadas à lupa têm imperfeições como tudo na vida.... têm falhas nos encaixes.... até já podem estar ligeiramente lascadas...

Como tudo na vida...
para se construir algo... é necessário primeiro partir as belas das pedrinhas! As calçadas portuguesas... mesmo históricas... não podem e não devem ficar impunes à destruição... mesmo que ... no momento exacto ... tudo pareça destruído e sem sentido... no final... aparece a bonança... como se de um dia de tempestade se tratasse!


  
"Nao existe "pedra" no seu caminho que nao possa ser aproveitada para o seu proprio crescimento." 

Escrito por: Autor desconhecido

Boa semana!